Sobre os hábitos culturais esses

Logo de botar uns dias a peneirar e interpretar estes números , segundo os quais os nossos hábitos culturais (na enquisa maiormente assimilados a consumo cultural) estám por detrás da meia estatal, jordem-me várias ideias, como sempre aventuradas e sem base (apontamentos em fim).

1- Nesgo urbano. Acho que inevitavelmente um estúdio como este conta cumha infrarrepresentaçom do rural galego. Dispersom, dificuldade de obter respostas, qualidade das mesmas…
Por aqui, na página 4 explicam a seleiçom de mostras. Para quem as entenda… (“El tipo de muestreo es bietápico con estratificación de unidades de primera etapa, considerando cada comunidad autónoma una población independiente. Las unidades de muestreo de primera etapa fueron las secciones censales y las unidades de segunda etapa la población de 15 años en adelante. Dentro de cada comunidad autónoma se
realizó una estratificación de las unidades de primera etapa conforme al tamaño del municipio al
que pertenece cada sección. El tamaño de la muestra teórica se situó, aproximadamente, en 16.500 unidades de segunda etapa, personas de 15 años en adelante. Los tamaños muestrales de primera etapa vinieron condicionados por el número medio de entrevistas por sección, que se fijó en 14 considerando fundamentalmente razones de coste y eficacia en los trabajos de campo….). A mim supera-me. E o caralho é que os pensamentos que me jordem dos dados, levam-me a pensar no rural.

2- A consideraçom de actividades culturais no estudo está, como já comentei, orientada fundamentalmente às indústrias culturais (a incluír mídia) e às propostas mais vencelhadas à ideia de “alta cultura” (museus, leitura…). Com esta orientaçom, fai-me pensar: a quê se dedica entom a gente na Galiza, se nom fai estas cousas? Pensa um em conversas, visitas, café, estar com gente, manter comunidades. A gente que canta num jantar ou realiza pequenas obras de artesania constestou a considerar estas actividades culturais? Contar contos e histórias cotizam neste inquérito?

3- Destacamos no consumo mídia de comunicaçom. É umha questom de acceso? A mim quadra-me cumha sociedade em cámbio social acelerado no que grande parte da povoaçom emprega imprensa, rádio e TV como jeitos de tentar compreender a realidade. Baseio-me fundamentalmente em casos concretos, conhecidos e próximos. (Sim, por compreender também considero ler as esquelas).

4- O acceso como problema aparece sinalado em vários dos apartados (museus, bibliotecas). Nom no cinema, se bem outros estudos sim apontam a inexistência de salas na proximidade como um dos motivos para nom asistir. É a dispersom povoacional que lastra esse consumo?

5- No entanto, o desinteresse aparece como principal motivo para nom desenvolver as sinaladas prácticas culturais. Entom será que a oferta nom conecta pola povoaçom. Quem é o responsável? Como se poderia arranjar?

6- O maior interesse polas actividades criativas, responde ao mantemento de formas mais tradicionais de produçom e consumo (menos mediados por administraçom e indústria) cultural?

7- Os culturetas existem. Gente que lê tudo o que nom lê o resto da povoaçom, que vê filmes na casa desesperadamente e que escuita música a barrer… De acordo, nom som as mesmas pessoas, mas a concentraçom destas e doutras atividades (menos gente do que a meia emprega mais tempo) deve sinalar algo.

Sei lá enfim. Era bom irmo-lo pensando…