Armas para mobilizaçom (III)

Fonte: Campogalego.com

Tal e como diferentes estudos tenhem salientado, atopámonos numha sociedade em transiçom na que, em muitos ámbitos, se mantém a desconfiança cara às instituições anónimas e busca-se personalizar as relações com as administrações. Cabe pensar que esse tipo de relações afectam também ás mobilizações sociais e à acçom política, que se mantém a desconfiança de cara a partidos, sindicatos e associações.

Na última semana, a coincidir com as mobilizações gandeiras, comentam-me o feito de que foi a partir dum grupo (reduzido) de Whatsapp que os tratoristas de Lugo de desvinculárom da mobilizaçom sindical e optarom por continuar com a sua acçom local.

De jeito similar a outros movimentos recentes, as redes sociais aparecem como umha ajuda das novas tecnologias a manter sistemas de relacionamento mais tradicional. Fonte a integraçom anónima do cidadám no partido ou na assembleia, mantenhem o acento na gente conhecida, na que se confia e a partir da qual o indivíduo se articula em movimentos colectivos. Permitem manter as estruturas de redes do mundo real e geram com facilidade outras novas no proceso das mobilizações. Algo a termos em conta à hora de pensarmos como implementar políticas públicas e gerar mudanças. Tirar do conhecido, das relações informais, das pessoas que actuam como referentes nalgum ámbito, dos nodos (temáticos, emocionais, espaciais) onde se atopa a gente em este contexto de transiçom.

Sei lá se tem algo que ver com estas nossas peculiaridades, mas semelha que lhe damos um uso especialmente intenso às redes sociais por aqui…