SoPa de sobremesa. Questões sobre a mobilizaçom patrimonial

(Sem ordem nem organizaçom, como corresponde a um quaderno de apontamento, tentarei ir recolhendo pensamentos e ideias que surgem a raíz da minha particiaçom no SoPa14)

“O mais importante ao falarmos de património e comunidade é a comunidade”, dizia Sabah (penso) nalgum momento do encontro. É claro. Já tenho apontado por aqui o potencial mobilizador do património, para mim mais intuído do que verificado, e o Congresso nom fixo mais que apontoar a ideia. Falamos dum elemento que possue nos nossos dias umha enorme capacidade para gerar identidades, empoderar grupos, activar participações e tudo o que se quiger em esse sentido.

Aparecem-me à volta destas possibilidades diferentes questões que agardo ir debulhando, especialmente em torno ao papel do técnico ou mediador (quêm sinala quê é importante?), dos jeitos em que se artelha a participaçom (quêm decide quê jeito de participaçom é ajeitado? só é aceitável aquele que se desenvolve em teóricos mecanismos assembleares?) e, em geral onde fica a legitimidade para agir e activar o património com fins sociais (onde fica a comunidade? vai para além do local?).

Nom está acaso sempre socializado o património? Nom existe acaso sempre um certo consenso (inestável e contraditório, como todos) já no jeito no que umha comunidade o considera? Outorgar-lhe de jeito tácito a ruínas e lugares que perdérom a sua funçom original outras funções de espaço periferico resulta também um jeito de socializar, de outorgar-lhe um papel no seo da comunidade, já seja para o consumo de drogas de diversos tipos, como espaço segregado para grupos de idade (crianças e adolescentes),  ou lugar para practicar sexo.

Iremos-lhe dando voltas.