Distintas olhadas sobre a arte

Jorde a polémica em Portugal polo jeito em que se restaurárom 13 figuras de culto do século XIX. A populaçom local amosa-se contente com o resultado e, como elemento novidoso num debate deste tipo, um restaurador profissional defende o seu trabalho com estas peças. Sem defender a sua actuaçom, gostava de o ouvir polo miúdo.

Para mim, como tenho comentado em outras ocasiões o caso amosa as diferentes perceições sobre a arte e o patrimônio.
Embora nom conheço polo miúdo a visom do restaurador, a nível popular, acho que predomina umha visom de “uso” destas figuras para o culto. A gente quer ver os santos “bonitos”. Em esse bonito semelha que se integram modelos mediáticos e “pop” de escultura contemporánea: o cartom pedra, os bonecos das falhas, as figuras de disney, os anúncios de bares, os objectos decorativos.

Nom há, nem possivelmente nunca houvo, unanimidade na perceiçom da arte na sociedade. O que as elites aprezavam e desprezavam nom era o mesmo do que o povo gostava. Havia, é claro trasvasses nos dous sentidos, e com o tempo modelos de esculturas “cultas” acabárom integrados no gosto popular. E hoje tenhem um valor de uso, nom apenas estético: nom só unicamente peças “para se conservar”.

Podemos debater quêm tem o direito a intervir nas peças, até que ponto os seus proprietários ou legatários podem decidir o quê fazer com elas ou como se podem conservar melhor. Mas devemos ser conscientes de que o patrimônio material tem usos, e que é fundamental contemplá-los como parte de qualquer acçom sobre o mesmo, como parte dum patrimônio imaterial vencelhado ao mesmo que se deve valorar, conservar, redefinir ou contextualizar.
Se nom, corremos os risto de que as peças fiquem apenas como objecto sem sentido no seu contexto imediato, que se perda o seu sentido.