Anovar as iconas

Rosalia como icona identitária. Do mesmo jeito que outros vendem figuras de pulpeiras, há quem está convencido das possibilidades do merchandising sobre Rosalia de Castro como elemento identitário entre os turistas.
Así, para os promotores desta iniciativa, Rosalia encarna “un exemplo, máis aínda nos nosos tempos, da cultura galega, o amor polo campo, os cultivos, os nosos ríos, as costumes dunha vida labrega, e de valores necesarios nos nosos tempos como o respecto, a humanidade, a solidariedade”.
Entende-se que essas cousas todas som parte da nossa cultura esencial e que nos definem.

A iniciativa suma-se às reinterpretações modernizadoras da imagem da poeta, que arrincou com o desenho de Rei Zentolo

E continuou com propostas como a do Conselho da Cultura

Dalgum jeito, dessacraliza-se a figura, joga-se com ela para a adaptar, mas na busca que manter o seu estatus icônico. A própria empresa do começo salienta que o seu objectivo é “relanzar al mundo la nueva imagen de Rosalía de Castro” e que venderá “camisetas originales, con temática centrada en la autora gallega, para chicos y chicas, asequibles y de moderno diseño”.

Novos soportes, retoques de desenho, para manter os mesmos símbolos de nós.