Armas tradicionais para a (des)mobilizaçom II

A seguir com o tema comentam-me recentes acções dumha multinacional que pretende se instalar no país, cum grave dano para o contorno.

Ante a resposta social provocada polo projecto, a empresa desenvolve umha intensa campanha para se inserir nas redes sociais locais, achegando cartos a celebrações e eventos. Desta volta é o apoio à comisom de festas. Noutros casos (ENCE, verbigrácia) no patrocínio de equipas deportivas.

Ao tempo, redimensiona-se a protesta ecológica a um jogo de interesses egoístas. É dizer, dá-se a entender que, por trás das reivindicações, há interesses ocultos e pessoais, aceitando que tudo funciona assim e que tanto val um bando coma o outro, que nos dous casos unicamente procuram o seu próprio benefício. Aproveita-se aqui a vertente da mentalidade popular que leva a pensar que nom existe a conduta altruísta, e concreta em motivações concretas o esforço de opossiçom a estes projectos. Ao tempo, aproveita-se também a desconfiança cara a associações que se assimilam a projectos foráneos e que nom defendem os interesses dos vizinhos.

Aparentemente, a empresa opta por campos de acçom nos que os colectivos ecologistas nom competem: Nom podem patrocinar nem achegar vantagens à populaçom a nível festivo ou deportivo. No lugar de centrar o esforço de conviçom em áreas de debate aberto, busca-se o controlo de zonas exclussivas, nas que se apela à emotividade e à racionalidade tradicional (importáncias das festas e de que haja propostas deportivas, sobretudo para os novos) no lugar de áreas nas que haja que confrontar argumentos mais abstractos.
De novo atopamos a importáncia dos foros nos que se trabalha.

Podemos identificar, com este caso e o do Irixo, p.ex. os foros de acçom? Polo geral semelham espaços de encontro e lugares onde se concentra a actividade comum:
– Igreja
– Taberna
– Centro da Terceira Idade
– Comissom de festas
– Actividades deportivas
– Comunidades de montes?
– Meios de comunicaçom (locais?)

Semelha fazer-se nas mensagens um chamamento ao emocional, o concreto e imediato (ganáncia económica) ao tempo que se joga com a busca da povoaçom de que, mediante esta mudança concreta, tudo volte ser “coma antes”, fundamentalmente que os cartos permitam umha pirámide de povocaçom equilibrada, com gente nova de volta ao rural.

Como se pode contrarrestar esta influência? Em quê foros podemos dar a batalha? Nom falo de políticas a meio praço, mas de mobilizações com tempos marcados.
Podem os movimentos sociais/ecologistas desenvolver um discurso com a mesma afectividade?
Como se apela ao concreto e ao emocional desde estas posses? (empregar o desejo de que as cousas sejam “coma antes” chamando à conservaçom da paisagem?).

2 reflexións sobre “Armas tradicionais para a (des)mobilizaçom II

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